este é o meu bloco de notas numa aventura asiática

domingo, abril 24, 2005

4. o que eu vi

Países, esqueçam que eu não tenho paciência. Vi uns asiáticos, fiquei com vontade visitar o Vietname e a Índia (mas já tinha antes)...
O pavilhão nórdico estava fechado porque era o dia da Dinamarca, mas por coincidência cheguei na hora da visita oficial e pude ver os Príncipes herdeiros (sim, joana, a mary donaldson e o seu principe, ali a 50 cm) e tirar umas fotos. Os europeus famosos como a Alemanha, França, Espanha, Itália, tinham muita gente, ignorei. Até o de Portugal tinha fila!
E aqui tenho de dizer que gostei do Pavilhão Português. Nada de especial também mas passava um vídeo com imagens espectaculares em que eu só pensava... “mas onde é que é isto? Tenho de ir lá”. O vídeo pareceu-me semelhante, se não o mesmo, feito para o Euro. As funcionárias estavam vestidas com o traje do Minho e eram... japonesas. Diz-me a... brasileira que trabalhava no bar “É djificiu arranjá pôrtuguesis aqui na área. Só temos um”. Mas não o vi.
Tinha uma exposição sobre a relação dos portugueses com o Japão. Tinha imagens bem bonitas de uns biombos nanbam e ainda aprendi umas coisas. Como: sabiam que foi um português que abriu o primeiro hospital no Japão?
Ouvia-se em background sound, as palavras portuguesas que foram adoptadas pelos japoneses, nas duas línguas. Muitas que eu não sabia como frasco=furasuco, biombo=biombo, doutor=doutoru, etc etc.
O centro do pavilhão era dedicado à cortiça com muitos objectos de design contemporâneo que integram cortiça. Bem interessantes. Já que somos líderes mundiais de produção da cortiça, é bom promovê-la. Tinham exposto um kimono em cortiça. Muito cool e deve ser bom para o Inverno!
Ainda havia um bar e uma loja, género loja dos museus, com azulejos, livros, e mais design, malas, joalharia, acessórios. Até tinha um galo de barcelos penduricalho para o telemóvel (obsessão nipónica) só que era um bocado caro demais! Ok, era um pavilhão simples e duvido que os japoneses ficassem cheios de vontade de vir a correr a Portugal, mas enfim eu, que não sou muito aficcionada destas exposições, gostei. Tinha mais sucesso se tivessem exposto o que Portugal tem que os japoneses mais adoram: Luís Figo, himself, o melhor embaixador do país.

Outros pavilhões...
Japão: Muito interessante a estrutura. Um caixa de madeira coberta por uma jaula de bambu. Era revestido no lado norte por “Photo catalystic steel plates” que fazem o ambiente interior arrefecer mais depressa, ah pois. Lá dentro tinha uma projecção duma animação como se descessemos do Espaço até às profundezas do mar num ecran esférico. Brutal.
Hitachi: Sentámo-nos nuns carros e deram-nos uns binóculos e “víamos” em animação 3D animais na selva, debaixo do mar, etc, e até saltei com uma girafa virtual a espirrar na minha cara! Muito fixe.
Mitsubishi: Uma exposição sobre a importância da Lua para o planeta Terra, “E se a Lua não Existisse?”. Muito Bonito.
Toyota: Muitos robots. Muito futurista. Robots a tocar clarinete (ou que raio era aquilo) em é mesmo o robot que sopra e carrega nos “botões”. Robots tipo mota/cadeira com rodas, tinha um ar bem confortável.

Ainda andei em autocarros movidos a hidrogénio (tão silenciosos!), em comboio sem carris (move-se por um campo magnético), mas não andei nos autocarros eléctricos sem condutor, fica para outra vez.

Já farta de ver tanta gente em tanto pavilhão decidi ir passear para a “Floresta”. Com o lindo dia que estava, estava completamente às moscas e os funcionários da zona quando me viram devem ter ganho o dia. Tinha uma média de 3 pessoas à minha volta, um tirava-me o chapéu de chuva, outro dava-me uns papéis, outro indicava-me o caminho para dentro duma sala... Puff...
“Mas não posso ir andar pela floresta?”
“Sim. Mas é preciso um passaporte e tem que fazer um pequeno curso de 5mn. E depois pode escolher fazer a visita com guia ou sozinha”
“Sozinha, por favor”
Já estava a pensar se não seria melhor com guia se era preciso “curso” para visitar a “floresta”... O “curso” era na realidade 5 mn de imagens de gotas de água nas folhas (o que ainda deu para a piadinha “Parece-me que hoje vou ver muitas gotas nas folhas” ah ah ah) e olha-que-bonitas-que-são-as-árvores-e-os-bichinhos-a-saltar... “Sim. Ok. Posso ir?” Passaporte ao pescoço (!!), mais folhetos e guiam-me até à entrada...
Lá dentro em cada 5 metros tinha um funcionário ou um guarda. Faz a vénia. Konnichiwa. Ok, face it. Nunca vais ficar sozinha.
A “floresta” acabou em 15 mn!!! Devolve o passaporte à “saída” e baaazaaaa.
Fiuuu... Felizmente escolhi a saída para o Jardim Japonês. Muito bonito, sem cursos, nem passaportes, mas com lagos, ribeiro, muito verde e pouca gente!
Algures por aí há uma casa muito especial. A casa do/da Satsuki e do/da Mei. Visitar esta casa é muito complicado. Reservas super antecipadas. Se és estrangeiro mais ainda, é preciso requisitar uma autorização especial, em datas especiais, e os resultados são por sorteio!
Achava eu que tanto frisson seria porque a casa era do Imperador ou qualquer coisa assim quando percebi que a "casa" é uma recriação duma casa que aparece no filme de animação “Totoro”. Hmmmm... Ok, eu não faço mais perguntas.

Tanta animação num dia fez com que adormecesse profundamente no night bus, só acordando já em Tokyo para ver o sol nascer enquanto o autocarro corria as autoestradas da cidade...

2 Comments:

Anonymous ru said...

Seria 'Tonari no Totoro'?
http://www.onlineghibli.com/totoro/
É do estudio Ghibli, o mesmo que fez o Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro.
Os desenhos são muito bonitos!

9:09 da tarde

 
Blogger Angela said...

Com esta descrição, tive vontade de estar aí nos pavilhões todos e até mesmo na floresta isolada. :)

5:34 da tarde

 

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