este é o meu bloco de notas numa aventura asiática

segunda-feira, abril 11, 2005

globalização de sentimentos

Vivemos num tempo fantástico. Para além de portuguesa sou europeia. Temos um passaporte para todo o lado e somos cidadãos de primeira. Podemos viajar para todo o lado, podemos viver em todo o lado, o mundo não tem limites, é só escolher. Agarramos as oportunidades e partimos pelo mundo.
Mas há um lado perverso... no meio da frieza dos aviões misturam-se sentimentos e criam-se carapaças. É uma vida que se deixa para trás e a que não nunca retornamos iguais. Em cada paragem cada vez custa mais ver amigos partir. Em todo o lado apegamo-nos a pessoas, não há como fugir, não há porque fugir, precisamos delas, elas precisam de nós, as pessoas são a experiência da viagem. Mas depois dói. E o nosso coração vai sendo levado por todas estas pessoas, ficando espalhado aos pedaços pelo Mundo inteiro. E depois já não se pode reconstruir e ficamos também nós partidos pelo mundo.
Se “a casa é onde o coração está” onde é a minha casa?
Se deixamos pedaços de coração pelo mundo quer dizer que o mundo é nosso?
Porque é que tão fácil partir mas custa tanto?

2 Comments:

Anonymous ru said...

pois! parece ser complicado isso... mas também parece estar intimamente relacionado com o modo como cada um se relaciona com os outros e, numa perspectiva mais abrangente, com o mundo.
mas parece interessante essa perspectiva, apesar de obviamente sofrida!

1:13 da manhã

 
Blogger Joana said...

Correndo o risco de parecer Mãe, o que não sou, AINDA: Porque é que custa tanto ver-vos partir e ao mesmo tempo nos comove ver que são felizes longe?

2:05 da tarde

 

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